
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Para muitas meninas com suas flores

terça-feira, 12 de maio de 2009
Batendo a porta

Como é que vai?
Saúde boa?
Não foi à toa que você mudou daqui
Pra melhorar
Mas pode entrar
A casa é sua
E não repare a casa humilde
Que você trocou por um solar
Pode sentar
Fique à vontade
Te deu saudade de um amor
Que infelizmente já não há
Pode falar
Pode sofrer
Pode chorar
Porque agora você não me ganha
Eu conheço essa manha
E não vou me curvar, mas
Pode tentar
Pode me olhar
Pode odiar
Pode até sair batendo a porta
Que a Inês já é morta do lado de cá.
domingo, 10 de maio de 2009
Fosse eu rei do mundo...
Entao, apareci pra fazer a minha homenagem ao dia das Mães. Dizem que dia das maes deve ser todos os dias, mas o cotidiano e a ideia de que mãe é pra sempre faz com que muitas vezes deixemos de tornar explicito o nosso amor por elas.
Só que tem um porém... mãe sabe quando é amada. Pergunte a cada uma delas e você verá.
E porque mãe nao é pra sempre, a homenagem de hoje vai para aquelas que já cumpriram 'a profecia do beato que dizia que' mãe vira estrela. Mãe nao morre, mãe vai brilhar em outro lugar com a benção do Nosso Senhor.
E fica daqui um beijo em quem carrega dentro do peito uma saudade com três letras.
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
[PARA SEMPRE - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE]
Mães: Dalva, Marisa, Gloria, Lucia, Lucimara, Lindinalva, Rosangela, Bruna, Anne, Rejane, Luciane, Rosa, Paula, Flavia, Luciana, Rita, Adriana, Norma, Aluonir, Beatriz, Jacira, Maria, Irene, Jandira, Thilda, Sonia, Elza, Ivanilde, Celeida, Indiana, Fatima, Rosalia, Eli, Solange, Vania, Vera, Denise, Sandra, Riselane, Margarida, Lourdes, Florise...
domingo, 8 de março de 2009
As Mulheres e o Samba

Há inúmeros sambas falando da mulher ingrata, da que abandona o homem pra 'vadiar' e também daquela que troca de amores ou mesmo nunca foi de ninguém. Há também a mulher a ser exaltada e alguns casos de mulheres como primeira pessoa do discurso. Durante algum tempo vamos falar delas. Conhecê-las por meio de algumas poucas canções feitas em sua maioria por homens. Vamos descobrir que sem a mulher o samba nao seria metade do que ele é hoje.
Começaremos por um samba de Ary Barroso chamado FACEIRA que retrata a saudade do eu-lirico pela mulher que vivia de fazer visagens e passar rasteira. Ela sai do morro pra viver na cidade deixando em seu lugar apenas saudade.
Consta no DICIONARIO CRAVO ALBIN DA MUSICA POPULAR BRASILEIRA que a primeira gravação da musica foi pelo autor, tendo sido tanbém gravada por cantores famosos de diversas épocas, como Silvio Caldas (1953) e a mais recente por Marcelo Guima (2002). Uma das versões que considero mais bonita é a de Rosa Passos [acompanhada pelo violão de Lula Galvão] (1997).
08/03 Dia Internacional das Mulheres

No tempo em que a maçã foi inventada
Antes da pólvora, da roda e do jornal
A mulher passou a ser culpada
Pelos deslizes do pecado original.
Guardiã de todas as virtudes
Santas e megeras, pecadoras e donzelas
Filhas de Maria
Ou deusas lá de Hollywood
São irmãs porque a mãe natureza
Fez todas tão belas.
Oh, mãe! Oh, mãe!
Nossa mãe abre teu colo generoso
Parir, gerar, criar e provar
Nosso destino valoroso
São donas de casa
Professoras, bailarinas
Moças operarias, prostitutas meninas
Lá no breu das brumas,
Vem chegando a bandeira
Saúda o povo e pede passagem
A mulher brasileira.
(Mulheres do Brasil - Joyce)
A homenagem pra gente hj vem nos versos da bela canção de Joyce. Parabéns às mulheres do mundo porque "parir, gerar, criar e provar é nosso destino valoroso"
PS: A imagem usada pra ilustrar o post é um quadro do artista colombiano Fernando Botero que ficou célebre nos anos 90 por retratar pessoas acima do peso em seus quadros.
